Moda agênero e sustentabilidade na SPFW

18 May 2019

       

 

 

      Na semana passada ocorreu a 47ª São Paulo Fashion Week e como vem acontecendo há algumas edições, a moda sustentável vem ganhando espaço durante uma das semanas de moda mais importantes do mundo. “Acreditamos que moda não é roupa, mas um complexo hub criativo e de inovação. Moda é comportamento, cultura, desejo, é um processo vivo e em constante evolução, transformação e construção”. A frase é de Paulo Borges, que já havia falado ano passado, aqui na capital do país na Vogue Fashion Night Out, que a SPFW teria grandes surpresas em suas próximas edições.

 

      Nesta edição, além da moda sustentável a moda agênero ganhou espaço com marcas que trazem grande inovações de design estilo para a SPFW, que trouxe 5 novas marcas para compor as suas passarelas. As marcas são Haight, Neriage, Flavia Aranha, Another Place e Också, que apresentam temas como sustentabilidade e diversidade em seus conceitos de moda.

 

 

 

       Se você está pensando como um desfile, que casa com a tendência "see now, buy now" pode casa com a ideia slow fashion da moda sustentável, Flávia Aranha mostra como fazer isso. A designer, que apesar de ser nova na SPFW, mas já conhecida no mundo da moda, questionou em seu desfile até mesmo esse processo “O próprio formato do desfile é algo que vou questionar. Sempre olho para como as coisas são feitas, questionando a própria indústria da moda. A maneira como estamos configurando o desfile vai mostrar nossa perspectiva de ver as coisas. Está sendo um desafio. Estou muito animada e um pouco nervosa. Mas feliz”., disse a designer em um entrevista à FFW.

 

 

 

 

       Em seu desfile nenhuma das peças estarão à venda imediatamente, podendo levar até dois meses para chegar às lojas, pois Flávia Aranha não trabalha com a moda sazonal. Outras peças terão que ser feitas apenas sob encomenda, pois são pintadas a mão com tingimento natural pela própria estilista.

 

       Dentro de seu desfile e conceito da marca percebemos que seus princípios sustentáveis passam pelo uso do tingimento natural com pau brasil, urucum e crajiru e seu trabalho de capacitação e apoio de artesão locais, até chegar na de alta sofisticação e de puro luxo, tanto pela modelagem quanto pelos tecidos naturais, da seda à juta. Flávia mostra que a sustentabilidade também é luxuosa e divina.

 

 

 

       Outra marca de destaque foi a Också, que tem 5 anos de existência e discussão sobre gênero e esteriótipos em suas criações. A marca já faz sucesso fora do país e conta com venda de modelos exclusivos aqui em Brasília, na loja Armária.  “A questão do gênero já é algo muito bem definido na marca, temos claro que desenvolvemos peças em que cada indivíduo é livre para usar o que sente vontade. Quanto aos estereótipos, se apresentar para um novo público nos faz repensar formatos e propostas.”, completa Igor Crivellaro, diretor criativo da marca.

 

 

 

       Com o nome que já faz luz ao conceito da marca, a Another Place é uma marca que também buscar desconstruir padrões.“Não rotulamos as pessoas em caixinhas e não há diferenciação de entre corpos, ou gêneros. Celebramos o indivíduo e queremos que ele consuma o produto do jeito que quiser. Esse conceito já é uma utopia em si e estará intrínseco na nossa coleção”, comenta Rafael Nascimento, diretor criativo da marca.

 

 

 

 

 

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