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FashRev 2019 tem 33 atividades em Brasília

 

 

Em Brasília, Fashion Revolution
promoverá 33 atividades gratuitas
Atividade da Semana de Revolução na Moda promoverá
reflexões para uma moda justa, segura e transparente

 

             A quinta edição brasileira da Semana Fashion Revolution ocorrerá entre os dias 22 e 28 de abril em 51 cidades de 19 estados e DF. Em Brasília-DF, a programação ocorrerá em oito locais no Plano Piloto (Asa Norte, Asa Sul e Sudoeste), Guará, Ceilândia, Taguatinga e Águas Claras. Todas as atividades são gratuitas: um seminário, 20 oficinas, sete rodas de conversa, três palestras e dois encontros de brechós. (Programação completa)

 

             A Semana Fashion Revolution, campanha anual que ocorre em mais de 100 países, mobiliza pessoas para atuar por uma indústria da moda mais justa, segura e transparente. Espera-se mais de 275 milhões de participantes ao redor do mundo. Milhares de atividades vão debater a futura indústria da moda, que respeita as pessoas e o planeta com trabalho justo e decente, proteção ambiental e igualdade de gênero.

 

             Aqui em Brasília, o Seminário Revolução da Moda ー Diálogos sobre iniciativas legislativas para a moda consciente será realizado no 26 de abril, sexta-feira, das 9h às 18h, no Auditório Freitas Nobre, localizado no subsolo do Anexo IV da Câmara dos Deputados. Este ano, o movimento Fashion Revolution adota como pilares para o debate "Mudanças culturais, políticas e na indústria". Nesse contexto, o seminário discutirá o papel do Poder Legislativo no cenário da moda consciente. O evento conta com o apoio do mandato da Deputada Federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) e abordará três temas centrais: Racismo na moda, Algodão orgânico e agricultura familiar, e Trabalho digno na moda.

 

             O Fashion Revolution Brasília conta com a dedicação voluntária de 24 pessoas que ministrarão as 20 oficinas gratuitas. Cinco desses workshops ー  Necessaire de Retalhos, Estamparia com Carimbos, Modelagem Zero Waste, Encadernação Manual e Bandeira de Retalhos ー serão oferecidos pelo SENAI-DF para alunos da Fábrica Social, que promove a Educação Profissional, mediante a inclusão produtiva, de cidadãs e cidadãos em situação de vulnerabilidade, visando sua autonomia socioeconômica e oferecendo oportunidades concretas de inserção no mercado de trabalho.

 

             As outras 15 oficinas ー todas gratuitas, abertas ao público e com vagas esgotadas ー serão ministradas em parceria com o SENAC-DF, IFB Taguatinga, Centro Universitário IESB, Ateliê Andréa Tibery, Confraria do Filé, Nosso Estúdio Design, Pence Ateliê Afetivo, Tesourinhas Cursos e Cesto de Amoras.

 

             As sete rodas de conversas abordarão, a partir do viés da moda, temas como sustentabilidade, economia criativa, negócios inovadores, antirracismo, inclusão, futuro, brechós e moda autoral. As três palestras gratuitas também abordarão assuntos relacionados à moda consciente: Novas formas de fazer e consumir Moda, com Verônica Goulart (Senac-DF); Um novo mindset para uma moda inclusiva, com Adriana Lombardo; e Empreendedorismo sustentável, integração de gênero e floresta viva, com Flávia Amadeu.

 

             Os dois encontros de brechós estão em sintonia com a proposta do Fashion Revolution de promover a reflexão sobre as mudanças culturais necessárias para uma moda mais sustentável. Diante de um segmento que produz e consome desenfreadamente, gerando consequências graves para a natureza e para as pessoas, o movimento estimula práticas alternativas à compra, que subvertam nossa cultura consumista. As atividades serão oferecidas na Casa Acotirene, em Ceilândia, e no IESB da Asa Sul.

 

 

 

 

             A sustentabilidade da indústria da moda está cada vez mais sob escrutínio, mas as violações dos direitos humanos, a desigualdade de gênero e a degradação ambiental também continuam abundantes. Pesquisa da Global Slavery Index encontrou 40,3 milhões de pessoas em situação de escravidão moderna em 2016, das quais 71% são mulheres. Os dados mostram que as peças de vestuário estão entre os itens com maior risco de serem produzidos por meio da escravidão moderna.

 

             O assédio sexual, a discriminação e a violência baseada em gênero contra as mulheres são endêmicos na indústria global de vestuário, em que elas representam 80% da força de trabalho global. A produção mundial de têxteis emite 1,2 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa por ano, mais do que os voos internacionais e o transporte marítimo combinados. Estamos produzindo 53 milhões de toneladas de fibras para confeccionar roupas e têxteis anualmente, apenas para aterrar ou queimar 73% dessas fibras.

 

 

 

 

 

             Histórico ー O Fashion Revolution foi criado após o desabamento do Rana Plaza, que abrigava confecções de roupas em Bangladesh, no dia 24 de abril de 2013, deixando mais de 1.100 mortos e 2.500 feridos. O movimento surgiu para dizer basta! Desenvolve ações mobilizadoras e incentiva os consumidores à questionarem suas marcas favoritas, convidando-os à simples, porém poderosa reflexão: #quemfezminhasroupas?

 

             O dia 24 de abril ficou marcado como o Fashion Revolution Day, e a celebração se estende durante a Semana Fashion Revolution.A Semana Fashion Revolution 2019 encorajará as pessoas a reconhecer o impacto pessoal e valorizar a qualidade em detrimento da quantidade. O debate ocorrerá sob três pilares: mudanças na indústria, culturais e políticas.

 

Mudanças na indústria

Não é mais possível viver em um mundo onde nossas roupas destroem o meio ambiente, prejudicam ou exploram as pessoas e reforçam as desigualdades de gênero. Este não é um modelo de negócios sustentável. A indústria da moda deve medir o sucesso além das vendas e lucros e valorizar igualmente o crescimento financeiro, o bem-estar humano e a sustentabilidade ambiental. É urgente uma indústria de moda transparente e que se responsabilize pelas suas práticas e impactos sociais e ambientais.

 

Mudanças culturais

A cada compra, uso e descarte de roupas, é gerada uma pegada ambiental e um impacto nas pessoas que as produzem – na maioria, mulheres. É preciso promover mudanças culturais para um consumo mais consciente e que as pessoas reconheçam seus próprios impactos ambientais e atuem para mudar a cultura da moda.

 

Mudanças políticas

A transparência e a responsabilidade social e ambiental da indústria global da moda devem estar na agenda governamental de todos os países. Com os regulamentos e incentivos corretos em vigor e devidamente implementados, o governo pode incentivar uma “corrida pelo primeiro lugar”, na qual pessoas e empresas recebam apoio e incentivo para adotar mentalidades e práticas mais responsáveis e sustentáveis.

 

 

 

 

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