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Março: MÊS DAS MULHERES e tem cartilha ditando o que devemos fazer com nosso próprio corpo

20 Mar 2018

 

 

Março: mês da mulher, fazendo jus ao dia internacional das mulheres "comemorado" no dia 08.

 

         Prato cheio pras campanhas publicitárias colocarem nas mídias várias questões do universo de nós,  mulheres e, claro, tentar aproximar o público feminino aos seus produtos, mostrando que estão "ligados" nos temas pertinentes do nosso universo e ajudando a desconstruir o mundo machista.

 

         Prato cheio também para discursos clichês que não passam de falatórios sem atitudes reais e para brechas de pessoas com ideias e ideais ainda enraizados sobre como nós mulheres devemos nos vestir, portar e viver em sociedade. Obviamente, de acordo com os padrões estéticos impostos pela mídia e pela sociedade machista.

 

         Hoje pela manhã foi ao ar uma reportagem no Jornal Bom Dia Brasil, exibido pela Tv Globo, sobre uma cartilha dada de “presente” para as mulheres do Hospital Universitário em Aracaju. O que continha nessa cartinha? MAIS REGRAS. Regras de comportamento para as mulheres funcionárias do hospital. Ao todo são 49. 49 regrinhas de como a mulher precisa se vestir, quais as cores são permitidas e quais são proibidas para os seus batons, esmaltes e roupas, como ela deve se apresentar no local de trabalho, entre outras.

 

 

         Uma das regras era falando inclusive sobre roupas de brechó, algo que sempre abordamos aqui no site e em todas as nossas redes e adivinhem só: tudo bem estereotipado, como sempre.

 

         Veja com seus próprios olhos o que dizia a tal regra nº 6:

 

 

         Ou seja, roupas de brechó se resumem a isso e somente isso. Aproveito então pra postar uma foto minha com roupas de brechó. E olha que eu não trabalho só com o mercado criativo. Eu lido com várias questões burocráticas, administrativas e bem formais por ter uma empresa em que sou sócia e que é completamente o oposto do que se espera do mercado criativo que é o ramo que eu mais trabalho. E já que estamos falando em estereótipos, a foto mostra bem que a roupa que eu vesti não tem esse aspecto de “era da vovó” ou “da titia hippie” que eles falam. Ou seja, esse argumento é inválido e uma mulher não se torna menos profissional em seu ambiente de trabalho por conta de uma roupa.

 

"Nós gostaríamos que estivesse nesse cartilha como nos defender do assédio no trabalho, como nos defender do assédio sexual, da violência obstétrica, da violência doméstica, que falasse da Lei Maria da Penha, que tivessem números que eu posso denunciar quando eu sofro um abusou ou uma violência"

Izabelita Alves de Araujo, Técnica Administrativa do Hospital

 

 

         Sobre a maquiagem e o esmalte adequados, nada de vermelho. Isso me fez lembrar um projeto incrível de umas amigas e que eu tive a honra de participar ajudando na produção. O projeto TRAMA trazia várias questões a respeito do empoderamento feminino e do imaginário do batom vermelho, tantas vezes estereotipado como vulgar e inadequado para “moças de família”. Você pode conhecer mais sobre o projeto aqui:

 

         Facebook: /tramaconcept

         Instagram: @tramaconcept

 

 

“A instalação Trama é resultado de pesquisas acadêmicas para o projeto final de conclusão do curso Publicidade e Propaganda. Um espaço para reflexão, discussão e interação com objetos, fotos e arte criados para a desconstrução do imaginário do batom vermelho.”

TRAMA CONCEPT

 

 

         Já que o mês é nosso e que podemos enfatizar ainda mais o nosso universo feminino, não nos calemos diante de tais absurdos e imposições.

 

         Somos mulheres livres para escolhermos o nosso modo de viver, a nossa roupa que não define o nosso caráter e o nosso batom que só serve para exaltar a nossa beleza.

 

 

¡GIRL POWER!

 

      

Fonte: https://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/hospital-distribui-cartilha-de-comportamento-para-funcionarias-e-gera-polemica.ghtml

 

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