• White Facebook Icon
  • White Instagram Icon
  • White Twitter Icon
  • White YouTube Icon

© 2017 por Coletivo BSB no cabide 

AmandLa Gandhi e Elis Uchôa | bsbnocabide@gmail.com | whatsapp: + 55 61 9 9963-3057 | Brasília/DF

MODA MILITANTE

13 Jul 2018

 

 

 

 Imagem: prensa republicana

 

        O feminismo vem ganhando destaque em mídias sociais e grupos de debates, e isso não é nenhuma surpresa. O movimento vem demonstrando força e transparência sobre a sua existência a cada dia que passa, o que reflete no aumento dos números de ativistas e militantes. Esse crescimento tem grande ligação com as mídias sociais, que teriam como “dever” distribuir o conhecimento sobre o movimento a mais lugares e com uma maior rapidez, o que é uma ótima visão, porém, utópica sobre essa relação tão importante.

 

        Os discursos sociais se alastraram e todo mundo tem algo a dizer, seja apoiando ou desmerecendo, o que fez com que os movimentos começassem a ser considerados “virais”, e como todo grande “viral”, o resultado desse sucesso é a apropriação do discurso com a intenção de lucrar. Esse uso de discurso não é privilégio apenas do feminismo, a cultura LGBTQ+ desde sempre sofre dessa apropriação, que banaliza a verdadeira essência do que é defendido e desejado e faz com que tudo se transforme em apenas um bom marketing cujo único objetivo é vender.

 

 

 

 

         A indústria da moda sempre andou lado a lado com as causas sociais por dizer o que as pessoas gostariam de falar, mas não sabiam como, e isso permutou durante uns bons anos. A mudança da velocidade dessa caminhada conjunta veio da necessidade de uma moda rápida e passageira onde o que é um sucesso hoje não é mais amanhã, tendo o preço baixo priorizado acima da mão de obra e da qualidade do produto.

 

         Sendo essa moda rápida e passageira, nada mais justo que ela seguir tendências, ou seja, o que faz sucesso naquele momento: dançar conforme a música que o mundo toca. Essas tendências podem se caracterizar por uma estampa ou até mesmo um discurso sobre direitos. O que pode ser considerado contraditório, pois grandes empresas produzem em massa camisas com estampas “feminist”, “you GO girl” entre outras frases do universo feminista, camisas essas produzidas através de uma mão de obra escrava e desumanização do trabalho de suas próprias funcionárias, o que nos faz refletir: essa camisa que você compra realmente defende os ideais que você prega ou apenas se apropria da sua luta para enriquecer os que já são bem ricos?

 

 

 

 

          Devemos sim nos orgulhar de nossas lutas e continuar dentro dos movimentos, mas o olhar crítico sobre quem faz coisas para crescer junto conosco e sobre quem apenas quer ser levado para cima se apropriando de nossa batalha deve começar já! Se expresse visualmente, verbalmente, fisicamente e tenha consciência de que essa expressão venha seguida dê retornos positivos, sendo assim, pesquise, se informe e ajude outras pessoas que não vejam o seu movimento como apenas uma forma de lucrar.

 

         Dê valor às marcas nacionais e mais ainda aos produtores autônomos, que assim como você só querem trabalhar no que gostam tendo seus direitos intactos e não se submetendo a condições desumanas. Valorize sua amiga que borda, seu amigo que costura, sua vizinha que tricota, reeduque seu olhar para que você mantenha seu estilo e permaneça com sua luta, porque, afinal, a mão que costura a sua roupa tem que ser a mesma que te ajudará no futuro, mesmo que indiretamente.

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Banco de Tecido e Nosso Tecido: a moda girando

FARM e Re-Roupa: um pouco mais sobre moda circular

Moda agênero e sustentabilidade na SPFW

FashRev 2019 tem 33 atividades em Brasília

ECONOMIA CIRCULAR E MODA

1/10
Please reload